ECG CURSO: CURSO PRESENCIAL E INTENSIVO DE ECG EM 1 DIA!

        CURSO DE ELETROCARDIOGRAMA PRESENCIAL E INTENSIVO

- APRENDA OS PRINCIPAIS FUNDAMENTOS DO ECG NA PRÁTICA

- ENSINAREMOS COMO LAUDAR UM ELETROCARDIOGRAMA

- IDENTIFICAR AS PRINCIPAIS ALTERAÇÕES NO ECG DE SUPERFÍCIE

- COMO ANALISAR UM ECG NO PRONTO SOCORRO

- UM CURSO DE DURAÇÃO DE 1 DIA INTENSIVO

- DESENVOLVIDO PARA PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE, MÉDICOS E ESTUDANTES DE MEDICINA

- ABORDAGEM EM ARRITMIAS NO PRONTO SOCORRO

Conteúdo programático do Curso       

1- Apresentação do curso e cronograma

2- A interpretação do ECG normal

3- Exercícios – 20 ECGs para laudar

4- Bloqueios de ramo

5- Exercícios – 20 ECGs para laudar

6- Bradiarritmias e Bloqueios átrio-ventriculares

7- Exercícios – 20 ECGs para laudar

8- Taquiarritmias

9- Exercícios – 20 ECGs para laudar

10- O ECG pediatrico

11- Exercícios – 20 ECGs para laudar

12- ECG miscelânea

13- Exercícios – 20 ECGs para laudar

14- Marcapasso artificial

15- Exercícios – 20 ECGs para laudar

Curso ministrado por Dr. Felipe A. O. Souza e convidados

Médico com Especialização em Clínica Médica e Cardiologia

Autor e Editor do Guia de Eletrocardiografia da UNIFESP-EPM

DIA: 02/06/2012 – SÁBADO

HORARIO: 08:00 – 18hs

LOCAL: CBBW – Auditórios na Paulista
Av. Paulista, nº 1776 – 2ºandar
Cerqueira César – São Paulo – SP

Inscrições abertas !   Vagas Limitadas !

(CLIQUE AQUI)

ECG 04

Paciente 60 anos deu entrada na sala de emergência queixando de palpitações há 72hs da entrada.

ECG a seguir (clique na imagem para ampliar)

Trata-se de paciente de 60 anos com quadro de palpitações e que apresenta os seguintes pontos relevantes no  laudo eletrocardiográfico:

Ritmo sinusal, por ser detectada ondas P precedendo cada complexo qRs, embora por vezes sua vizualização seja um pouco dificultosa, ela pode ser nitidamente identificada como positiva no D2 longo; Eixo elétrico do qRs em torno de zero graus; Observam-se ondas “R” alargadas e monofásicas em D1, V5 e V6,  duração superior à 0,12 s, além de ausência  de onda “q”, nessas derivações; Deslocamento do ST-T na direção oposta à maior deflexão do qRs; QS em V1 e V2, com entalhe pronunciado.

Laudo: Taquicardia sinusal, Bloqueio completo do ramo esquerdo e provável zona inativa ântero-septal.

Discussão: O termo bloqueio de ramo refere-se ao atraso na condução do estímulo elétrico de graus variáveis através do ramo esquerdo do feixe de His, produzindo alterações morfológicas e na duração dos complexos QRS. É dito completo quando este atraso excede 0,06 s.  Como o estímulo é conduzido com extrema lentidão por esse ramo, ocorrerá ativação precoce do lado direito do septo interventricular, ápice e parede livre do ventrículo direito, alterando significativamente  a sequência da despolarização ventricular e nos aspectos morfológicos dos complexos QRS, resultando nas alterações descritas no ECG citado acima.
Segundo O Estudo de Framingham, a incidência de bloqueios de ramos na população geral é de 0,6%, havendo incremento de acordo com a faixa etária. 0,4% antes dos 50 anos, 2% aos 60 anos, 2,3% aos 75 anos e 5,7% após 80 anos. Na ausência de cardiopatia estrutural, a maioria tem caráter benígno. Nos portadores de cardiopatia estrutural, o prognóstico está relacionado à etiologia implicada. No caso do paciente supracitado, o padrão do ECG com qs em V1 e V2 com entalhe importante deve ser considerada etiologia isquêmica. A presença de BRE, tanto na fase precoce quanto tadia nas síndromes coronarianas está associada a risco maior de complicações ou óbito. Na fase aguda, a mortalidade situa-se em torno de 10%. consequente ao extenso dano miocárdico e queda na fração de ejeção, o que resulta em falência de bomba, edema pulmonar e choque cardiogênico. O prognóstico é melhor naqueles que desenvolvem BCRE na fase aguda do infarto (atraso de condução caracterizado como novo), já que  bloqueio prévio ao evento isquêmico agudo já caracteriza extenso comprometimento do sistema de condução.
Dra Maria do Carmo – Médica cardiologista / Pós Graduanda do Serviço de Eletrocardiografia – UNIFESP

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Síndrome coronariana na presença de marcapasso ou bloqueio de ramo esquerdo (BRE) – Critérios de Sgarbossa

Escrito por Felipe Augusto de O. Souza

Olá pessoal!

Para nos auxiliar quando estamos diante de uma síndrome coronariana aguda em um paciente portador de marcapasso artificial e bloqueio completo de ramo esquerdo (BRE), Sgarbossa desenvolveu em 1996 alguns critérios para correlação eletrocardiográfica naqueles pacientes que se apresentam naquelas situações

A interpretação eletrocardiográfica do ECG de um paciente com BRE e dor torácica é um desafio, já que as alterações da repolarização ventricular secundárias ao bloqueio são empecilhos na análise do segmento ST e da onda T.  O aspecto do BRE com suas ondas S profundas em V1-V3 com a presença da elevação do segmento ST nesta parede e onda R alta com o segmento ST retificado em V5-V6, DI e aVL não ajudam na definição eletrocardiográfica de uma SCA. Esses achados valem também para portadores de marcapasso artificial de estimulação ventricular que apresentam no ECG padrão de BRE dado a estimulação ser proveniente do ventrículo direito. Foi por isso que Sgarbossa criou em 1996 os seus critérios para auxiliar nesta interpretação.

Resumindo os critérios de Sgarbossa: teremos que ter um  Supradesnivelamento do segmento ST onde o QRS é positivo: V5-V6-DI-aVL (5 pontos) e/ou Infradesnivelamento do segmento ST onde o QRS é negativo: V1, V2, V3 (3 pontos) e/ou Supradesnivelamento do segmento ST onde o QRS é negativo: V1 a V3. Veja que este último critério é o que menos importa, e ele sozinho nunca fechará o diagnóstico, pois sabemos que no BRE temos o segmento ST elevado naturalmente nas derivações precordiais de V1 a V3.

A sensibilidade dos critérios de Sgarbossa é baixa com uma especificidade alta, ou seja, caso o ECG não feche critérios, não quer dizer que o paciente não apresente um evento isquêmico agudo, agora, se o mesmo contempla os critérios, provavelmente estamos diante de um IAM com supradesnivelamento do segmento ST associado a um BRE ou marcapasso artificial.

Lembre-se: Na maioria das vezes o paciente que se apresenta com BRE novo apresenta-se em grave estado, por vezes em Killip II a IV !

Clique na figura para amplia-la

Pontuação > 3 pontos: IAM na presença de BRE- Elevação de ST >1 mm concordante com o QRS:         5 pontos- Depressão de ST >1 mm em V1, V2 ou V3:                   3 pontos

- Elevação de ST > 5 mm discordante do QRS:                 2 pontos